Titular não é fornecedor
Princípio: o parlamentar dono da cota não é quem presta o serviço pago. Quem recebe o dinheiro é a empresa fornecedora.
Quando um deputado usa a cota para pagar combustível, passagem ou aluguel, o dinheiro vai para a empresa que prestou o serviço — o posto, a companhia aérea, o dono do imóvel. O parlamentar é o titular da cota; o fornecedor é quem recebe.
Essa distinção importa na hora de ler os dados de cota: o nome que aparece como fornecedor numa nota é de quem recebeu o pagamento, não do parlamentar. Confundir os dois leva a atribuir ao político valores que foram, na verdade, para empresas.
O valor que um parlamentar "gastou" na cota não foi para o bolso dele: foi para fornecedores, como reembolso de despesas do mandato. O que se fiscaliza é se o gasto é compatível com as regras e com a atividade parlamentar.